O Grand Mountain Adventure 2 troca o percurso fechado por uma montanha inteira. Há estâncias abertas com teleféricos a funcionar, aldeias no fundo do vale, glaciares na parte de cima e nenhuma linha obrigatória entre um ponto e outro: apanha-se uma telecadeira, sai-se no cimo e desce-se por onde apetecer, de esqui ou de prancha, com ou sem cronómetro a contar.
O controlo é o ponto alto da experiência. Toda a descida se faz com um polegar: inclinar para carregar a curva, aliviar para deixar as espátulas correr, tocar no momento certo para saltar um degrau de neve. Os primeiros minutos são de adaptação, mas ao fim de meia dúzia de descidas a leitura do terreno torna-se natural e nota-se bem a diferença entre uma curva apoiada e uma travagem à pressa.
A progressão vem dos desafios espalhados pelas encostas — porta a porta em slalom, provas de distância, linhas de truques no snowpark — e do equipamento que se vai desbloqueando ao concluí-los: esquis, pranchas, fatos e acessórios que mudam mesmo o comportamento na neve. Nada disto é obrigatório; quem preferir pode passar a sessão inteira a explorar encostas sem abrir um único desafio.
Graficamente é o título mais vistoso do catálogo. A luz do fim da tarde sobre o gelo, as sombras compridas dos pinheiros e o rasto que fica marcado na neve depois de cada passagem sustentam sozinhos a vontade de continuar a descer. Corre com fluidez em telemóveis de gama média, funciona sem ligação à internet e uma sessão típica fica entre cinco e quinze minutos — embora a montanha aberta convide sempre a mais uma subida.